Estatística básica – Aula 1: Introdução à estatística

Postado em 24/03/2020 por Gleydson Fernandes

Cursos, Estatística

O surgimento da estatística está intimamente ligado às necessidades do estado de controle da população. A própria palavra “estatística” deriva do latim “status”, ou estudo do estado, pois inicialmente a aplicação da estatística era essencialmente promover estudos de interesse estatal, como o inventário de bens da população para que fossem taxados.

Até os dias atuais essas aplicações da estatística se mantém, mas várias outras surgiram durante esse tempo e hoje a estatística é utilizada para fins muito mais interessantes e benéficos para a população, como por exemplo no aprendizado de máquina, que já permite a existência de carros automáticos e assistentes virtuais.

Mas o que é de fato a estatística, o que ela estuda e como se divide?

A estatística é uma parte da matemática, voltada para a coleta e a manipulação de dados, com a finalidade de obter alguma informação acerca de um determinado conjunto – chamado de população -, e apresentar essas informações de forma clara. Para isso, a estatística utiliza muitas vezes de técnicas de amostragem, para escolher alguns elementos de dentro da população para compor um novo conjunto, chamado amostra, que possa ser utilizado para fazer inferências sobre as informações contidas na população.

Quando o conjunto amostra é igual à população, o estudo é denominado censo. Censos em geral não são feitos com frequência por terem um custo elevado e não serem necessários a maior parte do tempo, uma vez que o estudo da amostra fornece as informações necessárias a respeito da população, mas um exemplo claro de censo é o censo demográfico feito a cada dez anos no Brasil pelo IBGE, para coletar dados sobre a população brasileira.

Quando tratamos das técnicas de amostragem para fazer inferências sobre uma população, dizemos que estamos no domínio da estatística inferencial. Já quando lidamos com a organização, resumo e apresentação dos dados, podemos dizer que estamos no ramo da estatística descritiva.

Dessa forma, o trabalho do estatístico é ajudar a planejar experimentos, interpretar e analisar dados experimentais através de um tratamento matemático e apresentar resultados de forma clara, para que possam guiar uma tomada de decisões. Em geral, não será o próprio estatístico quem terá de fazer a tomada de decisões, portanto, é muito importante apresentar os resultados de forma que o outro possa entender claramente.

O primeiro passo para a definição de um experimento é saber qual o objetivo pretendido, o que se quer esclarecer com a análise estatística. A partir disso, define-se quais dados devem ser coletados, em qual quantidade e de que forma. Assim, evita-se custos com a coleta de dados desnecessários para o fim pretendido ou com a ida a campo para a coleta de novos dados que não foram percebidos como necessários anteriormente. Após a coleta, os dados são organizados, tratados e apresentados de forma que possam fornecer informações de forma esclarecedora, com a utilização de gráficos e coeficientes numéricos que são extraídos diretamente deles.

Como ferramental matemático, tendo em vista um curso básico de estatística, precisaremos simplesmente das quatro operações básicas da matemática. Em especial, precisaremos saber somar e, sobre isso, falaremos na próxima aula, que sai amanhã (25/03) .

Para visualizar as fontes e outras informações sobre o curso, siga para a publicação inicial da série.

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